Abraço a Palavra


Ruth Berta Boane - Tete

Como o vento abraça o mar
Conjugo os verbos brutalmente
Devoro um livro e fico sem ar
Cuspo as palavras eloquentemente.

Ai, ai, ai! Sou pela poesia enjectada
Yewé! As palavras são drogas que fazem
De mim uma mulher casada.
                             
Casada sou com a poesia
Consumida sou pelas palavras
Louca sou pela arte de escrever
Ah! Quem me dera essa poesia dizer!

O meu sangue já está consumido
Ele já está consumido...
Mamanôôôôôôô...
Mamanôôôôôôô....
O meu sangue está consumido...

Sou eu mutante de sangue literário!
Sou pelas palavras abusada sexo-eticamente.
publicado por Revista Literatas às 02:17 | link