“Nua e crua”

Osório Chembene - Maputo
Quando o sol se faz ao horizonte
Ou aos de mais arbustos secos de Catembe…
Deixando o dia em temporário luto
Ooooh! Para onde vais, que te perdes puto?
Levado pela neblina da noite
Ou por um cheiro que deixa qualquer um doentio
Não mais do lixo nem da corrupção de Maputo
Mas sim cheiro de fêmea no cio
Cheiro de corpos que se entregam à vendeta
Cheira a corrimentos e vulgares preservativos
Ate os mais suaves dos carentes exibidos
“Compra-se o prazer com uma moeda”
Nas ruas mais escuras,
Resplandecentes são as pernas na calçada
Pernas de mulheres, mulheres k não são vadias nem são putas nem são nada
São apenas mulheres empreendedoras à sua maneira!
E eu de uma janela exposta a rua
Excitado, contemplo da noite a luxúria
Ate a hora em que o sol nos invade…
Sssshhhiiii… guardem segredo do que eu vos disse sobre a “baixa da cidade”
publicado por Revista Literatas às 06:14 | link