A Xitsuketa

Amélia Matavele - Maputo

 


Somos dois…
Dois corpos, duas almas, dois animais
Mas quem somos? 

Podemos até ser três!
Vigora a dita geração de viragem
Mas quantos somos? 

Somente saberemos isso
Ao gosto das palmas
A lua aberta, a sol nú
E a estrelas ousadas… 

Somos um!
Mesmo desejo e agressividade animal
Que faz gerar dinamismo no brutalismo
Dum sentimentalismo 

Hum! E assim começamos
Dois corpos, dois instintos
Uma lua aberta
Um sol nú e estrelas
Aplaudindo a nossa mais nova dança! 

Uma dança…
Uns instintos únicos…
Uma xitsuketa!
Abalando os corações dos que a assistem 

Uma dança com dois
Pode até ser com três!
Dança que renasce após a adolescência…
A dois!

publicado por Revista Literatas às 06:00 | link