Festa da palavra na IIª Feira do Livro de Maputo

De: Eduardo Quive - Maputo

Exposição da palavra em livros, teve lugar no final de semana passada, no Jardim do Parque dos Continuadores em Maputo (FEIMA), aquando da realização da IIª edição da Grande Feira do Livro de Maputo (IIª GFLM). A poesia, música, danças, palestras e assinaturas de autógrafos, oficinas literárias, e livros fizeram o composto do evento.

Durante três dias de Feira do Livro de Maputo, a palavra foi exposta ao mais alto nível, consolidando objectivos diversos como a divulgação da literatura e do livro em geral, tendo igualmente, se homenageado aos poetas Amin Nordine e Malangatana Valente Nguenha.
Num ambiente em que 27 expositores, entre editoras, livrarias, produtores independentes, Centros Culturais e Embaixadas, estavam presentes, o público teve oportunidade de beber do melhor que existe na industria bibliográfica, não apenas moçambicana, mas também de outros países e continentes.
Foram lançados 14 livros, acompanhado de conversas e sessões de autógrafos com os autores João Paulo Borges Coelho, Calane da Silva, Mia Couto, Marcelino Dingano, Lina Magaia, Ungulani Ba Ka Khosa, Carlos Serra, Hipólito Sengulane, Jafete Matsimbe, entre outros.
No acto de abertura, o edil de Maputo, David Simango, disse que o livro é um objecto precioso para a busca de conhecimentos e desenvolvimento, daí a junção do Conselho Municipal de Maputo à iniciativa, brindando os munícipes com esta especial ocasião.
“O livro é pão de espírito, que precisamos para alimentar o saber e a partir deste, buscamos a ciência e preservamos a cultura dos povos.” Poetizou Simango.
Aliás, poético, foi também o discurso do ministro da Cultura, Armando Artur, homem que lamentou o facto de estar no evento como político, pois, a poesia, a literatura e o livro, são os verdadeiros alimentos da sua alma.
Armando Artur, disse que é momento de se fazer do livro, um instrumento fundamental para se alcançar o desenvolvimento e “um instrumento libertador da inteligência humana que liberta, igualmente, o povo da ignorância e da inculturidade”.
“O governo está ciente da importância deste bem, por isso que já foi aprovado pelo Conselho de Ministros a política do livro, tendo igualmente sido submetido a apreciação da AR tudo na perspectiva de se preservar o devido valor, tanto dos autores, como das obras “ concluiu.
A IIª Grande Feira do Livro de Maputo é uma iniciativa conjunta do Conselho Municipal de Maputo e do grupo Culturando, movimento constituído pelos Centros Culturais e missões diplomáticas em Moçambique, concretamente pelo Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), pelo Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), pelo Instituto Camões em Maputo, pelo Instituto Cultural Moçambique-Alemanhã (ICMA), e pelas Embaixadas da Bélgica, Espanha e Itália, numa parceria que inclui também a FEIMA e o Instituto Nacional do Livro e do Disco (INLD).
Representantes das missões diplomáticas parceiras da Feira do Livro de Maputo
A IIª GFLM tem como principais objectivos comemorar o Dia Mundial do Livro, promover o gosto pela leitura e estimular e facilitar o acesso à aquisição de livros a preços promocionais.
A animação cultural, foi mais um atractivo da Feira do Livro de Maputo, com os contadores de estórias, Rogério Manjate, Rafo Dias do Peru, declamadores de poesia, do Movimento Literário Kupaluxa, a quem coube abertura do evento e Poetas do ICMA, monólogos com as actriz portuguesa Filipa Casimiro e a moçambicana Maria Atália Cumbane e oficinas infanto-juvenis com a animadora portuguesa Tânia Silva.
publicado por Revista Literatas às 04:38 | link