Sábado, 26.02.11

Fazedores de cultura participam na elaboração do novo regulamentos de espectáculos


Artistas, produtores, empresários e outros fazedores da cultura, reuniram-se em mesa redonda com o Ministério da Cultura, para discutir o preponente para a revisão do actual Regulamento de Espectáculos e Divertimentos Públicos, na última semana em Maputo.


 Por Eduaro Quive

O encontro visou, essencialmente, debater os 43 artigos que compõem a referida proposta de leis que vai comandar e organizar a evolução da industria cultural nacional, tendo o mesmo acontecido num ambiente aberto de análise e discussão do regulamento, o qual traz muitas inovações atinentes ao desenvolvimento e valorização das artes e cultura moçambicanas.

Na mesma ocasião, o ministro da Cultura, Armando Artur, disse ser este o princípio de uma nova era para a cultura nacional, sendo que constitui este fim, uma meta para mudar o rumo que as artes tem tomado e renovar as expectativas dos seus fazedores, acrescentando o grau de sustentabilidade.
Armando Artur, acrescentou que o seu ministério, move esta acção pensando sobre tudo na vida do artista e nas facilidades que este deve ter para o conforto, nas suas actividades, daí ter reunidos com os mesmos, de modo que novo regulamento, seja a reflexão dos interesses dos artistas.

Já os artistas que falaram a nossa equipe de reportagem, defenderam que a renovação das leis é essencial para libertar os artistas e deixar a arte crescer dentro das normas ao nível do tempo em que vivemos.
Por outro lado, enalteceram o feito do ministério que pela primeira vez, um titular da pasta da cultura se reuniu com sigo, “sentimo-nos valorizados”. Disse Aly Faque.

A revisão começa pela procura da abrangência da própria definição, trazendo novos conceitos que reflectem a actual dinâmica e conjectura do país. Define espectáculos e divertimento público todas as actividades de entretenimento, recreação e lazer, representação ou exibição perante espectadores de uma obra (dramática, dramático-musical, coreográfica, pantomímica), exposições de artes e artesanato em espaços públicos.
Incluiu igualmente o desfile de moda e de beleza, lançamento de fogo-de-artifício, divertimentos mecanizados eléctricos, electrónicos ou manuais, bailes, audições musicais ao vivo ou por aparelhos, literatura (recital), circo, luna-parque, carnaval ou outras representações.
Da lista constam ainda execuções e diversões por meio de ficção dramática, canto, dança e música.
O novo regulamento abrange espectáculos e divertimentos públicos realizados nos recintos e lugares públicos e privados, designadamente teatros, cineteatros, salas de concertos, praças públicas, estádios, pavilhões, espaços abertos, avenidas, discotecas, boites, clubes nocturnos, cabarés, dancings, casas de pasto, de cultura, clubes, centros e salões culturais, espaços de confecções religiosas e outros similares.

Refira-se que nesta segunda-feira, o Ministério da Cultura, convidou novamente os diversos intervenientes no panorama artístico cultural do país, a tomarem parte duma reunião, a realizar-se, igualmente, na sala de reuniões do Ministério da Educação.
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publicado por Revista Literatas às 02:59 | link | comentar

Homenagem ao “poeta vacabundo”


De Eduardo Quive

É UM poeta pós-modernista. A sua poesia é epigrámica. Ou seja, compacta. Também é um poeta discreto. Nunca grita para que o vejam. Ou o oiçam. Não se preocupa com as pessoas que o reconhecem ou deixam de o reconhecer. Porque ele próprio sabe que é um poeta. Um poeta predestinado. Nunca se vai querer ser poeta, segundo suas palavras. ...Um poeta é. Amin Nordine publicou três obras que passaram mais ou menos despercebidas. Mas elas transportam uma grande carga de sabedoria. E um dia as pessoas vão entendê-las. São elas Vagabundo Desgraçado, Duas Quadras para Rosa Xicuachula e Do Lado da Ala-B. Agora tem Soladas, título com o qual concorreu para o prémio Muncipal/2007. E ganhou. Ele diz que o mundo do poeta e tão hipotético e subjectivo que prefere ficar calado para não abalar a fé que transporta consigo. Ele é um misto caneco, que os amigos chamam, a brincar, de mudjinthi, ou mujahidine. Mas o poeta diverte-se com isso e diz: “sou um preto de cabelos desfrisados. Minha mãe tinha um salão de cabeleireiro no ventre dela”. E numa situação destas, não podíamos perder a oportunidade de entrevistar este poeta da compactação. (entrevista de Alexandre Chaúque, no jornal Notícias no ano 2007)
Descrever Amim Nordine, é mesmo um mito por si mesmo, mas o Movimento Literário Kuphaluxa, o fez com supremacia, na noite da última sexta-feira no Centro Cultural Brasil-Moçambique em Maputo, para chorar a Morte do poeta e jornalista cultural dos melhores no país, falecido no dia cinco de Fevereiro do corrente ano.
Para escritores, jornalistas e literatas presentes, Amim, era um louco, vacabundo e desgraçado mas pela arte, tudo pelo amor a literatura e pela concretização do que o mesmo artista dizia sobre sí, “operário da Poesia”.
“Nós últimos tempos da sua vida Amim Nordine, era um crítico de tudo e todos, a cada edição do jornal Zambeze, na sua coluna Harpas e Farpas, sempre tinha um alvo a abater, entegou-se exageradamente, ao sigarro e ao álcool, coisas que o levaram a eterna vida” disse Bitonga Blues, Alexandre Chaúque, seu amigo e também jornalista cultural, com caris para discrever, tal como Amim, tudo e todos.
Pouco conhecido pelos moçambicanos, poeta controverso que não se deixava comprar pela vaidade e nem tão pouco pela desgraça, morreu operário das letras que o seguiram durante a vida.
Presenciaram a homenagem, os escritores, Aurélio Furdela, Pedro Chissano, Calane da Silva, também director do Centro Cultural Brasil-Moçambique, entre outros novatos na arte da escrita.
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publicado por Revista Literatas às 02:07 | link | comentar

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