Segunda-feira, 07.02.11

Portugal - Colóquio: A OBRA E O PENSAMENTO DE ANTÓNIO TELMO

Palácio da Independência: 14-15 de Fevereiro de 2011

Discípulo de Álvaro Ribeiro e de José Marinho, como Afonso Botelho, António Quadros e Orlando Vitorino, e havendo convivido também com Agostinho da Silva e Eudoro de Sousa, António Telmo foi um dos mais originais, subtis e rigorosos pensadores portugueses da segunda metade do século XX, cuja obra, escrita e pensamento ao longo de mais de cinco decénios, se singulariza pela penetrante atenção hermenêutica ao que há de secreto e de sagrado na língua e na história portuguesas, pelo modo como soube articular a tradição aristotélica com a tradição da Cabala, pela forma inovadora como logrou apreender e compreender o mais fundo e essencial sentido da obra camoneana e decifrar os seus símbolos e como teorizou o conceito de razão poética, na melhor linha de Pascoaes, Leonardo e Pessoa.
O presente Colóquio, promovido pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, de que António Telmo fez parte e em cujas actividades colaborou, reúne companheiros, discípulos e admiradores do filósofo recentemente falecido, que se propõem reflectir sobre o significado e valor do seu fecundo e incitante legado especulativo.

Programa

14 de Fevereiro, 2ª feira

10h00: Sessão de Abertura
António Braz Teixeira
11h00: Comunicações
Joaquim Domingues, «António Telmo: o homem e a obra»
Abel de Lacerda, «Um olhar de António Telmo na simbólica de Prestes João»
Roque Braz de Oliveira, «António Telmo e os caminhos da hermenêutica»
Carlos Vargas, «A ironia em António Telmo»
13h00: Intervalo para almoço
14h30: Comunicações
Paulo Teixeira Pinto, «Portugal sem segredos»
Mário Rui, «António Telmo e as Três Tradições do Livro»
Manuel Gandra, «Linhagem seminal e espiritualidades bastardas – finais de todos os tempos e no contexto lusíada»
Luís Paixão, «O número 8 na obra de António Telmo»
16h30: Intervalo para café
17h00: Comunicações
António Carlos Carvalho, «Os nomes de António Telmo»
Cynthia Taveira, «António Telmo e a inversão dos candelabros»
Rui Lopo, «Significado e Valor da Filosofia em António Telmo»
Pedro Martins, «António Telmo e Luís de Camões»

19h30: Jantar no Círculo Eça de Queiroz*. Inclui, a partir das 21h, apresentação de uma obra inédita de António Telmo, por Nuno Nazareth Fernandes.

15 de Fevereiro, 3ª feira

11h00: Comunicações
João Cruz Alves, «Testemunho sobre um homem novo»
António Quadros Ferro, «Correspondência entre António Telmo e António Quadros»
Elísio Gala, «Língua e Pátria»
Renato Epifânio, «A ideia de Pátria em António Telmo»
13h00: Intervalo para almoço
14h30: Comunicações
Carlos Aurélio, «Religiosidade e razão poética em António Telmo»
Paulo Borges, «O último texto de António Telmo: "O acabar da história [...] bruscamente engolida pelo nada que essencialmente é"»
António Cândido Franco, «António Telmo e o Surrealismo»
Rodrigo Sobral Cunha, «O viajante»
16h30: Intervalo para café
17h00: Testemunhos
Manuel Ferreira Patrício
Pedro Sinde
Paulo Santos
Pedro Ribeiro
Maurícia Teles da Silva
Pinharanda Gomes

* Para o Círculo Eça de Queiroz exige-se fato escuro e gravata. Jantar: 25€ (marcação até 7 de Fevereiro, para: iflbgeral@gmail.com)


Para mais informações:

--
Instituto de Filosofia Luso-Brasileira
Morada: Palácio da Independência, Largo de S. Domingos, 11, 1150-320 Lisboa
Contacto: 213241470/ 967044286



--
NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI
SEDE: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21, 2711-953 Sintra, Portugal.
CONTACTO: 967044286
publicado por Revista Literatas às 06:57 | link | comentar

Sou do desinteresse o ouvido

Pedro Du Bois - Santa Catarina, Brasil

Sou do desinteresse o ouvido
parco das novidades, o mundo
na extensão da casca do ovo

não procuro o novo
e a novidade flutua
ante meus olhos

(não há importância
 na descoberta: o novo
 derruba o que resta).
tags: ,
publicado por Revista Literatas às 06:49 | link | comentar

A rosa viva

Estas rosas que vês em mim são brasas.
Por isso, muito cuidado ao tocar
em suas pedras – pétalas sagradas.

Minhas palavras ardem a forjar
estas flores que canto por prazer
e que dão febre e fazem delirar.

Meu coração é mesmo a rosa viva.
Por isso, muito carinho ao pegar
suas pétalas – pedras tão aflitas.


José Inácio Vieira de Melo - Bahia, Brasil

Olho d'Água do Pai Mané - AL (1968)
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publicado por Revista Literatas às 05:51 | link | comentar

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