Quarta-feira, 26.01.11

Mulheres da vida

De: Cruz Salazar - Em Maputo
E mais beijos não dei!
Não dei mais os braços a nenhuma mulher,
Noites me passaram despercebido,
O coração delirou de saudades,
Perdi a pertença e o controlo da vida,
Pelas andâncias que ti procuram.
Despi-me do seu corpo nas mãos da distância que nos une
Onde estás Xiluva...
E hoje ti procuro...
Procuro-te no acaso da vida,
Aquela que ti esconde de mim com demasiado afinco,
Das noites de Maputo que ti tornaram mais mulher de mim,

Xiluva...por onde andas a estas horas!
Onde será que ti encontras, Xiluva...

Estas mãos que tocaram o seu corpo,
Estremecidas de vontade de nunca ti perder,
...hoje...
Nãos mais lembram-se da sua presença.
Os meus sonhos...
Os meus olhos,
As minhas lágrimas,
A minha voz...
Hoje, Xiluva...
Buscatam-te mais apaixonante que nunca.

Que dor infernal...
Me faz perder o fólego...
Por não ver-te ao meu lado durante muitas noites,
Os Nkaringanas que os kokwanes contavam-nos na lareira,
Hoje, Xiluva...você os ambandonou junto com migo

Os meus olhos ti olham com muita distância,
Vistam a sua imagem com infinita insatisfação da realidade que vives
Não quero acreditar que a noite de amor que tivemos,
Fora a única que ti tera como amante,
O meu peito chora de saudades,
Mas more de medo da eternidade que nos separará,
Venha ver-me na proxima noite!?

Deixa os Chopes e os Ngunes
Deixa os Xonas e Changanas,
Deixa os tugas e os brancos da avenida
Vem me ver Xiluva
Cruz Salazar é pseudónimo de Eduardo Quive
publicado por Revista Literatas às 02:44 | link | comentar
Terça-feira, 25.01.11

A morte do sexo e o nascimento do amor

De Nelson Lineu - Maputo


- Amor!
- Não me chame assim, nesse mato já não tem Coelho- victor respondeu  a esposa.
- Não podemos desistir o último a desistir vence- voltou a atacar a Madalena.
- Madalena não achas que nosso amor já está enrugado?
- Eu acho que você está com preguiça de amar, esforce-se isso não pode acabar, poderia aceitar mesmo que seja difícil, mas isso depois de um de nós morrer.

O Victor foi dizendo que todos os dias se esforçava para tudo voltar ao normal, passaram-se três anos que não sentia aquele frio que só ela matava, o peito já não sentia necessidade de ter a cabeça dela semeada, as pernas dela não convidavam os seus olhos quanto mais olhava indesejável ficava. A mulher chamava-lhe de Aquiles porque calcanhar dela era o ponto dele mais fraco, o traseiro dela não mexia ao mesmo rítmo do bater do seu coração como antes, o umbigo dela passou a ser a parte do corpo que ele menos queria ver, outrora ele não podiam camar  sem olhar, era para confirmar se estava mesmo  com a mulher, porque ele era fielíssimo. Ao lado dela sentia-se só hoje ela era a razão da sua inexistência, aquela saia preferida dele  passou a ser injusta.
A Madalena achava que o amor deles acabou prazo. E devia ser por les casarem-se  por desinteresse outros casam por dinheiro, riqueza ,ostentação, exibicionismo e até por amor e não era esse o caso deles.
Já não sentia vontade de arranhar as costas dele, a mão dele já não lhe criava arrepios, nem depois de abraçados sentia aquela quentura entre as pernas, ver-lhe descamisado era como ver um tronco , as veias do braço dele não corriam aquela sangue de leão que lha faziam ser domador, os pêlos do peito não passavam de um capim seco, até passou a gostar de lhe ver grosso, porque quando chega-se casa ia direito a cama, era melhor com ele na cama a dormir duque acordado a repararem-se um ao outro como Coelho e a cobra sem ninguém piscar o olho. 
Fez nascer uma boa disposição, segundo o que ela aprendera as mulheres é que salvavam o casamento e os relacionamento só terminavam por incompetência delas, pediu ao meio marido era assim que ela o chamava ultimamente, para falar-lhe na orelha aquelas palavras que ele inventou mas foi ela que deu o aval para ser usada. Isso nunca tentaram quem sabe daria certo.
- Quais? Eu até me esquece que falava nas tuas orelhas.
E ela ordenou para ele procurar se lembrar porque ela também tinha se esquecido. Quem  sabe aí voltariam a ser homem e mulher. Os filhos nem ninguém sabia o que não  estava a acontecer, na cama eram como as madeiras que a constituiam ou lençol que não podiam usar.
Quanto mais tempo estivessem longe um do outro sentiam-se bem como antes quando estavam juntos , tinham que ter algo a fazer para não ficarem a pensar no outro.
No Segundo ano daquele insólito a  Madalena decidiu  trabalhar, daí o querer  arranjar empregado doméstico  para cuidar da casa e dos filhos. Antes até poderia haver discução porque  na zona norte do país que era da Madalena trabalhavam homens e do Victor no Sul trabalhavam mulheres nessa profissão.
Unanimente chegaram a conclusão que tinha que ser uma mulher.   Pós o seu lado feminino ia de acordo com o que se pretendia na casa e havia coisas que ela podia fazer por ter nascido com ela e um homem teria que aprender.
Na segunda semana o Victor voltou cansado  do serviço não estava a sentir-se bem  e deu-se de cara com a empregada que estava limpar o quarto. A má disposição se foi , transpirava em toda parte do corpo, revelava-se o homem que estava dentro dele. Pegou nela agressivamente, sem lhe dar tempo para um grito, babava nos lençóis . Voltou ao mundo selvagem, domou-lhe, horas iam passando com mais vontade ia ficando e não saia o líquido que até então era desperdícios.
A mulher chegou e assistiu sentada e não fizera nada, depois de cinco horas ele caiu no chão como um tronco, pedia água, a mulher  concedeu o pedido mesmo depois de ver tudo aquilo acontecer na sua própria cama.
A empregada foi ajoelhando e pedindo desculpas contou como aconteceu . A Margarida  mesmo com aquela dor entre inveja e ciúme  pagou dois meses adiantado e a empregada se foi da casa.
Ela questionava-se se o marido ja não vem fazendo isso por aí fora. Vestiu-se de preto e sentou-se na sala com os seus três filhos onde iam brincando. O Victor estava até então no quarto de um lado triste por ter matado o seu juramento pessoal e feliz por ter voltado a ser homem.
Eles queriam ser um casal exemplar, disseram um ao outro que não podiam se divorciar ,queriam ser exemplo para sociedade e principalmente para os seus filhos, que casamento era para sempre e não só porque tinham um passado parecido , ambos viveram com madrasta ou padrasto.
A Madalena depois da separação dos seus país que por ser criança não soube o motivo, viveu com a mãe e um padrasto  que lhe maltratava e via-lhe como empregada, foi impedida de estudar  mas a mãe conseguiu com que ela mesmo com doze anos estudasse de noite.   A mãe ajudava-lhe as vezes nas lágrimas.
Era dona de casa mas tinha que se submeter aos devaneios do marido porque  ela via aquele casamento como salvação, ficou muito tempo solteira vivia do que produzia na sua machamba  uma parte era para casa e outra vendiam para matar outras necessidades.
A boca pequena voavam relatos falsos dos homens que a desejavam e desconsiguiam levar-lhe a cama, porque ela queria casar e a maioria deles já eram casados. Mentiam que dormiam na casa dela. Quem iria casar com uma mulher que já passará nas mãos de quase todos? Nem com toda beleza dela seria humilhação demais.
O padrasto era um comerciante, viajava dependendo da fertilidade e das necessidades de cada zona. Daí que não teve tempo de ouvir o que se falava da mãe, e quando soube já estava rendido aos encantos dela. 
A mãe adoeceu ela estava sozinha a cuidou mas não foi suficiente morrerá nos seus braços. E chega o padrasto depois de uma semana carinhosamente a tratou, parecia outro homem, em menos de uma semana  convenceu-lhe  a vender a casa, porque lhe traria lembranças da mãe, era isso que acontecia ela não conseguia dormir. Ao dormir  a mãe sempre ia ao quarto dela para saber como estava e lhe cobria se não estivesse coberta. Era a essa hora que ela sempre acordava e punha-se a chorar lembrando-se dela.
Partiu com o padrasto que prometeu, jurando que a cuidaria e pediu-lhe desculpas pelo que aconteceu antes  e  já mais voltaria a acontecer.
Arrumaram as malas e foram-se. Chegaram numa casa onde uns meninos vieram a correr e chamavam o padrasto de pai e um beijo de uma senhora que só se ela fosse cega não perceberia que se tratava da esposa dele, mãe daqueles meninos.
Apresentou a Madalena como uma órfã, ele a levou para cuidar e ela ajudaria com o trabalho de casa e os meninos. A mulher orgulhosa pelo gesto do marido a recebeu e lhe mostrou onde  tinha que dormir e os restantes cantos da casa, onde ficava as roupas sujas para ela lavar, como tinha que se apresentar, tudo isso antes dela descansar e perceber o que era essa nova vida.
O padrasto a deixou e viajou logo sem lhe despedir. Ela foi pensando quantas mulheres como sua mãe andavam por  ai reféns. E indo na linha do que se tem dito: Os homens são poucos e essa luta renhida visto que muitos perderam a vida na Guerra e outros vão homo-sexualizando- se.
Sempre triste e humilde ia fazendo o seu trabalho diário. Ficou amiga dos meninos que a acarinhavam e escondiam aquela comida que era para os da mesa, traziam a noite no quarto dela.
O padrasto vinha e voltava. Certo dia ela roubou dinheiro dele e fugiu nunca mais a viram.
O Victor  ficara com o pai depois da separação por ser homem e as suas duas irmãs com a mãe, ficou com família separada , ele era recebido na casa da mãe com maus olhares assim como as irmãs na sua.
Por causa da transferência do marido a mãe teve que mudar de cidade e passaram a ver-se apenas nas férias, depois passou a ser anualmente mais tarde de dois em dois anos até chegarem a ver-se raramente.
A madrasta quando estivessem apenas com ele obrigava-lhe a manterem relações sexuais até a beijar o cú dela e se ele nega-se ou queixa-se acabaria ficando sem tecto, ele sentia que as irmãs estavam a mais imagine ele mudar-se para lá? Reconhecendo o desempenho dele sexualmente a madrasta abriu negócio onde ele tinha relações sexuais com as amigas.
Do dinheiro pago ele ficava como a décima parte que era para tapar a mesada que o pai deixava com a madrasta e ela  encarregava de não lhe entregar. Servia para comprar  material escolar, economizando dava para comprar  roupa e sapato.
O Victor fez vários juramentos para convencer  a Madalena que era a primeira vez que a traía aceitou quando ele apoiou-se a memória da mãe dela. Ela embora triste animou-se mas a tristeza voltou a bater porta quando tentaram mais uma vez e repeliram-se. - somos que nem irmãos. -exclamou a Madalena. Fizeram as pazes, procuraram tentar de novo, as coisas estavam no mesmo vai-não-vai.
Com a Madalena trabalhando tinham mesmo que ter um empregado  doméstico, desta vez tinha que ser um Homem para não correrem risco. Candidatos não faltaram, o Victor encarregou-se de fazer a entrevista e a admissão.
Voltando do serviço a Madalena vê um homem de camisa rota deixando de fora alguma parte do corpo. Sentiu a terra estremecer, apareceram-lhe asas que só se viu amparada nos braços daquele homem, que ia casa de banho, apertou-lhe com toda força que tem nas mãos ainda pediu auxílio das pernas que o manterão imóvel. Estava tomada com um desejo incontrolável. Só depois de oito rounds ele conseguiu se soltar e correu sem olhar atrás.
Ela contou o marido exactamente o que se sucederá, ela também estava viva.
Foram pensando a dois na possibilidade de mantendo relações fora do casamento,   a ideia foi logo abortada por ambos. Eles que se uniram mais pela cumplicidade que tinham na cama naquela selva, era assim que apelidaram o quarto deles, há dias que se viam mais nus duque com roupa. Quantas vezes partiram a cama e o bebé chorou e calou com os gemidos que era aquele grito de Tarzam que faziam.
Além do sexo praticamente não havia nada que os unia. Conheceram-se num baile e naquela tesão como diziam a primeira vista, uniram-se, a partir dai era só sexo conversavam pouco e  era a respeito do mesmo tema, quase não se conheciam em seis anos viveram assim quando começou a nascer o amor  veio a necessidade de conversar , iam com menos frequência a cama, ficaram amigos contaram as suas história um ao outro, foi onde decidiram nunca se divorciar  portanto para prevenir nem traições haveriam.
Agora ambos estavam empenhados a voltar a ser como antes, mas dessa vez com amor, vão se lembrando dos seu a momentos  e recomeçariam a sentir-se habitantes daquela  selva. Para eles era o jeito de fazer amor quem sabe um dia voltariam.
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publicado por Revista Literatas às 09:47 | link | comentar

HÓSPEDES



Pedro Du Bois-Escritor brasileiro
 
Pedro Du Bois -
em Santa Catarina-Brasil

Hóspede na inutilidade perco
a paciência em  obviedades:
ao responder anseios interiores
rasgo paredes com palavras
alarmadas ao milagre e refaço
a noite divulgada ao acaso: junto
o teor do expediente e o declino
em versos: no inverso da jornada
esqueço a escala crescente
das necessidades:

           hospedo a maldade
           ultrapassada.

Sobram cicatrizes em calosidades:
esquecer ainda é o maior mistério.
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publicado por Revista Literatas às 09:20 | link | comentar | ver comentários (1)

Descalço

De Mauro Brito

Poeira na contingência da invalidez
Sarcasmo fútil sem música
Saudades dos gotejares na chuva miúda de Setembro
Mapira acesa, madrugadas tantas, dos mapikos dançantes
De órbitas contrárias dos ditos e afirmados.


Ninguém sofre mais que a morte


Porque ela habita solenemente sombras
Do sol caminhando para as colinas.


Canhoeiros confusos na dança desenfreada das cigarras, ekaa 
Confusas minhas mãos entre quem escolhe e quem é escolhido,
Maneirar sempre de boas maneiras


Lentes da lebre
Pois que sou vidente de mim para o mundo
Nos canaviais, assobios de cana-de-açucar já khomalada
Pés vazios no campo do mundo
Revisitando passados
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publicado por Revista Literatas às 09:15 | link | comentar

"Retornar com os pássaros": uma proposta ao alto nível literário

Por Pedro Maciel - em Brasil
Retirado da revista livros e letras



Na obra do escritor Pedro Maciel, "Retornar com os Pássaros", as palavras são exactas e precisas. Imersas em puro sentimento, a sensibilidade do autor faz com que o texto simplesmente flua, sem interrupções até mesmo para a própria respiração.
Na obra do escritor Pedro Maciel, "Retornar com os Pássaros", as palavras são exatas e precisas. Imersas em puro sentimento, a sensibilidade do autor faz com que o texto simplesmente flua, sem interrupções até mesmo para a própria respiração. A todo momento o pulsar da vida é rememorado de forma vívida.


O novo lançamento da editora LeYa apresenta ao leitor um livro único, que toca em sentimentos marginalizados nos dias de hoje. Em tempos de padronização de gostos em alta escala, o romance provoca a reflexão no leitor desorientado e instiga à escuta dos próprios desejos.
"Retornar com os Pássaros", ao longo de suas 176 páginas, aborda temas atuais e recorrentes, sobre os quais nem sempre se pode refletir. Por isso, ao discutir a beleza e o preciosismo do "tempo", o autor desconversa afirmando: "Quando me apresso, apresso-me lentamente". O tempo, aliás, está muito presente ao longo de toda a prosa: o assunto é desmembrado por Pedro Maciel em diversas formas e pontuações.
Do mesmo modo que a complexa discussão a respeito do passado, presente e futuro, as palavras do romance são recheadas de questionamentos, sempre em busca da noção da descoberta de si mesmo. O autor reflete: "O espelho esconde quem realmente somos, reflete ou define algo estranho a nós. Quem eu me vejo no espelho?"
Em total sintonia com o conteúdo, a diagramação original do livro também chama a atenção. O texto aparece no canto inferior esquerdo de cada página, valorizando o vazio e o branco deixados em cada capítulo da história. Outra curiosidade do livro é que os títulos de cada capítulo são frases selecionadas do capítulo anterior, o que reforça a ideia de continuidade e o valor profundo que uma sentença consegue despertar.
O título da obra, "Retornar com os Pássaros", reaparece no último texto, seguindo a ideia de todo o romance e fechando o ciclo de retorno após descobertas singulares em cada página lida.
Autor: Pedro Maciel
Sobre o Autor

PEDRO MACIEL é autor dos romances A Hora dos Náufragos (Ed. Bertrand Brasil, 2006) e Como deixei de ser Deus (Ed. Topbooks, 2009).
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Terça-feira, 18.01.11

Sinónimos dos nossos dias


De David Júnior / Culunista

É terça-feira, estou na redacção. Onde empresto as minhas habilidades. É um dia lindo. Mas é triste. Triste para quem acaba de sugar o veneno da cobra mamba! A felicidade tornou-se inimiga do homem, que quando não fora adulto opunha-se as tristezas.

Homem cuja vontade de mostrar os dentes não têm motivo. Neste mesmo homem escasseia a felicidade nestes últimos dias. A bicha é cada vez maior. Dizem que ainda falta muito para receber o seu pão. Dizem que todos só têm direito a um. Mas milhares de homens fortes levam consigo três sacos cheios.
Homens e mulheres esfaqueados no esquerdo do peito, por um bando de benfeitores das obras satânicas. Esses engravidados e engravidadores também tornaram-se acólitos da desgraça. O Homem que fora amigo das alegrias morreu a esperança. Ronda nele um enjoou que vai tirar o seu coração pela boca. Já não há pretexto para se amar. A vida do homem é igual a escuridão. É um autêntico beco sem saída. Ele é que escolheu o seu caminho. Alguém o convenceu e lhe prometeu uma vida de rosas ao escolher aquele caminho.

O sofrimento do homem acontece numa odisseia, cujo navio fora abraçado pelos esperançados no brilho. Trata-se de um barco prestes a afundar e o comandante já não consegue gerir a situação. Reside um extremismo desconhecido. Aqui qualquer negócio é válido! Aqui vale tudo, a morte enriquece os mais espertos. Uns reclamam o defesa da coisa doméstica, outros dizem que a palavra de ordem é do chefe de família, o que os politiqueiros diriam “ausência da democracia”. É todo um discurso falacioso. Um discurso para fartar o estômago da minoria. São membros de uma família que age pelo estômago. Não num sentido colectivo mas sim individual. Cada um puxa para o seu canto.
Usam a fragilidade dos irmãos inocentes para satisfazerem as suas ambições. Vivem como se fosse selvagens. Outros ainda, o seu talento para enganar os dorminhocos e desesperados. Alguns irmãos estão bem posicionados mas são perseguidos pela loucura. Foi mentindo e se fazendo de bons moços que alcançaram a fartura. Uma fartura que já lhes custa a vida, pois tiram dinheiro para coisas insignificantes. Manipulam os outros membros da família, na verdade a macumba deles está nas aparentes acções de boa vontade que eles levam a cabo. Que eles já tomaram de assalto a liberdade das famílias ninguém se apercebe. Nesta família onde quem abre a boca mais que a medida certa é envenenado pelo ar. Pelo ar dos poderosos. Os tios, os manos e os chefes de família. Aqueles a quem não devemos espreitar a fazerem amor, se não estaremos a cometer um desrespeito. Nem que seja com várias mulheres não vamos contar as ruas até a morte. Nestas terras, Adam Smith já dizia “A ambição universal dos homens é viver colhendo o que nunca plantaram”. Um abraço

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publicado por Revista Literatas às 06:28 | link | comentar

A morte da poesia

De Francisco Júnior

A poesia morreu…
Ficaram somente palavras,
Algumas guerrilhando,
Outras de mãos estendidas mendigando,
Outras nas lembranças
Do tempo glorioso,
Quando a poesia era um grande meio
De divulgação de sentimentos e verdades.


Não sei o que faço com as palavras,
As recém nascidas,
As envelhecidas com as suas bengalas,
Pois nem direito a pensão da velhice tem,
Com as jovens,
Pois estão sem emprego.
Ninguém quer saber delas,
Pois a poesia morreu.

A fábrica da poesia faliu
Por falta de clientes,
Demoliram o mercado das palavras.


Alguns analistas
Justificam a falência
Com a crise mundial dos idiomas
Outros com a globalização.

Surgiu um novo negócio
Vender a grosso a embriaguês.
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publicado por Revista Literatas às 04:26 | link | comentar

A Revista Literatas

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Associação Movimento Literário Kuphaluxa

 

Dizer, fazer e sentir 

a Literatura

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