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De: Rogério Luz - Brasil

Depósitos de tempo
crepuscular na copa
das árvores antigas.

Quem os recolherá
ao celeiro da alma
quem os disseminará
no campo de outro vento?

O poeta cercado pela cidade sem voz
ruídos de tráfego e feiúras
cai na calçada remendada sob out-doors.

Em decúbito dorsal o poeta
insiste em apontar
para as luzes do poente.
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publicado por Revista Literatas às 02:17 | link | comentar