Sinónimos dos nossos dias


De David Júnior / Culunista

É terça-feira, estou na redacção. Onde empresto as minhas habilidades. É um dia lindo. Mas é triste. Triste para quem acaba de sugar o veneno da cobra mamba! A felicidade tornou-se inimiga do homem, que quando não fora adulto opunha-se as tristezas.

Homem cuja vontade de mostrar os dentes não têm motivo. Neste mesmo homem escasseia a felicidade nestes últimos dias. A bicha é cada vez maior. Dizem que ainda falta muito para receber o seu pão. Dizem que todos só têm direito a um. Mas milhares de homens fortes levam consigo três sacos cheios.
Homens e mulheres esfaqueados no esquerdo do peito, por um bando de benfeitores das obras satânicas. Esses engravidados e engravidadores também tornaram-se acólitos da desgraça. O Homem que fora amigo das alegrias morreu a esperança. Ronda nele um enjoou que vai tirar o seu coração pela boca. Já não há pretexto para se amar. A vida do homem é igual a escuridão. É um autêntico beco sem saída. Ele é que escolheu o seu caminho. Alguém o convenceu e lhe prometeu uma vida de rosas ao escolher aquele caminho.

O sofrimento do homem acontece numa odisseia, cujo navio fora abraçado pelos esperançados no brilho. Trata-se de um barco prestes a afundar e o comandante já não consegue gerir a situação. Reside um extremismo desconhecido. Aqui qualquer negócio é válido! Aqui vale tudo, a morte enriquece os mais espertos. Uns reclamam o defesa da coisa doméstica, outros dizem que a palavra de ordem é do chefe de família, o que os politiqueiros diriam “ausência da democracia”. É todo um discurso falacioso. Um discurso para fartar o estômago da minoria. São membros de uma família que age pelo estômago. Não num sentido colectivo mas sim individual. Cada um puxa para o seu canto.
Usam a fragilidade dos irmãos inocentes para satisfazerem as suas ambições. Vivem como se fosse selvagens. Outros ainda, o seu talento para enganar os dorminhocos e desesperados. Alguns irmãos estão bem posicionados mas são perseguidos pela loucura. Foi mentindo e se fazendo de bons moços que alcançaram a fartura. Uma fartura que já lhes custa a vida, pois tiram dinheiro para coisas insignificantes. Manipulam os outros membros da família, na verdade a macumba deles está nas aparentes acções de boa vontade que eles levam a cabo. Que eles já tomaram de assalto a liberdade das famílias ninguém se apercebe. Nesta família onde quem abre a boca mais que a medida certa é envenenado pelo ar. Pelo ar dos poderosos. Os tios, os manos e os chefes de família. Aqueles a quem não devemos espreitar a fazerem amor, se não estaremos a cometer um desrespeito. Nem que seja com várias mulheres não vamos contar as ruas até a morte. Nestas terras, Adam Smith já dizia “A ambição universal dos homens é viver colhendo o que nunca plantaram”. Um abraço

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publicado por Revista Literatas às 06:28 | link | comentar