Niloka

De: Eduardo Quive - Maputo
Enquanto os versos se trancavam na sua boa
No sigiloso beijo da sua boca
A minha voz se exaltava no silêncio
No silencioso grito do silêncio.

Não era ninguém
Não era nada que se iguala a alguém
Não tinha povo no meu peito
E habitava com demasia o mau jeito

Não era ninguém
Não tinha gente nos meus olhos
Nem tu nem outros
Nem era terra que vivesse com alguém.

Na orgia da minha ardência
Reina com abundância
A menina da infância
No rosto do meu anseio
No sonho de ser seu parceiro.
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publicado por Revista Literatas às 08:57 | link | comentar