"Poeta como Ninguem"


Mauro Brito – Maputo

Certamente nunca fui ninguém

Hoje sou essa veia de cultura na letra

café com letras dançando

pois poetas ficam inalando o sabor da chuva



Nos caminhos da solidão, sequer tem

bandeira

veste se de poeira que intitula a estrada

poeira negra que teima nas estradas nacionais

repetindo gostos não atontadiço





Poetas exercitam se nas no alfabeto

Prendem se espectrografia multicolor

com belas jogadas insistentes

aldrabando a sociedade embriagada

Domesticado nas letras



incumbido de novas missões

querendo ser muitas vidas

pé descalço, ranhoso, estaladiço

maltrapilho no mundo dos sapatos sem sola
publicado por Revista Literatas às 03:21 | link | comentar