Domingo, 03.07.11

Tarde de Sol

Goldfield*
Tarde ensolarada
Ilumina minha casa
Eu sentado na calçada
Feito pássaro sem asa 
Vejo um ônibus passar
Ele segue apressado
Dia segue sem cessar
Você nunca ao meu lado
Tarde de incerteza
Amor não correspondido
Dia segue com destreza
Tarde de beleza
Sol extrovertido
Diminui minha tristeza 
______________________________________________ 
Goldfield – Pseudónimo de Luiz Fabrício de Oliveira Mendes.

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publicado por Revista Literatas às 06:20 | link | comentar | ver comentários (1)

Que culpa temos nós?

Mukurruza - Lichinga
Á Jorge Viegas
 
Gentil nossa alma,
Nossa esperança, dores, mágoas, enfim, roubadas.
Penúrias penduradas n’angústias
Desfeitas de graças.  
Estas vaidades traduzidas nas danças de batuques marimba, enfim.
Oh! danças de ekuetthe danças desconhecidas!
-Será que não lembram destas danças?
-Isto é mesmo que não lembrar do filho desta terra esquecida
ah! Que esperança falhada nesta terra de moldes,
desfeita de estragar tijolos de adobe!  
Tristeza é a palavra que só se vos diz.
Nestes gritos esquecidos;
Gritos sem referentes, sem donos.  
Ah! que tristeza nos acolhe nestes abrigos sem reflexos!
Que pena nos impedem de sonhar!
Esperança desfeita de mistérios dos magnos xicuembos


publicado por Revista Literatas às 06:19 | link | comentar | ver comentários (1)

“Nua e crua”

Osório Chembene - Maputo
Quando o sol se faz ao horizonte
Ou aos de mais arbustos secos de Catembe…
Deixando o dia em temporário luto
Ooooh! Para onde vais, que te perdes puto?
Levado pela neblina da noite
Ou por um cheiro que deixa qualquer um doentio
Não mais do lixo nem da corrupção de Maputo
Mas sim cheiro de fêmea no cio
Cheiro de corpos que se entregam à vendeta
Cheira a corrimentos e vulgares preservativos
Ate os mais suaves dos carentes exibidos
“Compra-se o prazer com uma moeda”
Nas ruas mais escuras,
Resplandecentes são as pernas na calçada
Pernas de mulheres, mulheres k não são vadias nem são putas nem são nada
São apenas mulheres empreendedoras à sua maneira!
E eu de uma janela exposta a rua
Excitado, contemplo da noite a luxúria
Ate a hora em que o sol nos invade…
Sssshhhiiii… guardem segredo do que eu vos disse sobre a “baixa da cidade”
publicado por Revista Literatas às 06:14 | link | comentar

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