Segunda-feira, 02.05.11

FESTIVAL INTERNACIONAL SHOWESIA 2011

      V Festival Palavra no Mundo - Paz

Festival  com música, teatro, poesia, filmes e debates sobre a paz
 O Festival Internacional Showesia 2011, é um festival que se pretende anual com um tema escolhido a cada ano.

Este ano o tema escolhido se concretizou no âmbito do V festival palavras no mundo 2011, cujo o tema é a Paz, e Associação cultural showesia a coordenadora do festival para a língua portuguesa no mundo.   Os outros representantes do Festival mundial são:
Tito Alvarado (presidente honorário Projecto Cultural Sur)
Gabriel Impaglione (director Revista Isla Negra)
Alex Pausides (presidente Festival Internacional de Poesia de La Habana)
Carolina Orozco (Responsable del blog oficial del Festival) .

Participantes do Festival:

Realizadora filmes/ Activista: Iara lee (Brasil/EUA)

Músicos/cantores: Tânia Tomé, Neyma Lu ,Assa Matusse,Vasta Capela, Maneto,Patrick, Henrique Alberto,Beto, Gama,Nzonza, Maneto, Eunesia Cristina, kelvin Matsinhe, Zinaida Zualo, Elias, entre outros.

Escritores/ Oradores: Mia Couto, Calane da Silva, Rosália Diogo (Brasil), Eugénio Brás entre outros
Declamadores e Actores:  Calane da Silva,Osvaldo Mbali, Tânia Tome, Sangare Okapi, Iracema de Sousa, Lucílio Manjate
Campanha de solidariedade pela Aldeia de órfãos SOS – Por favor traga material escolar para os estudantes da aldeia órfãos para oferecer as crianças que tanto precisam. Pode trazer os materiais em todos os locais dos eventos.
Ajudem ao próximo. Kanimanbo.
Contacte-nos se pretende ser um dos participantes deste festival ou parceiro financeiro e de média, pelo nosso emailshowesia@gmail.com.


Programa de Actividades:


  LOCAL
Dias/ Maio 
Centro cultural Camões 18:00

Centro Cultural Brasileiro pelas 18:00
Filmes, musica, showesia
6
Marcha, pelas 7:30 a partir da Praça da paz ate ao Feima
 14
Gala  as 18 H no Cine Gilberto Mendes
 19



Festival Internacional Showesia - V festival Palavras no Mundo  2011 - Paz
www.showesiafestival.com

Mensagem

Associação cultural para o desenvolvimento showesia


Caríssimos amigos o festival internacional showesia, cujo tema deste ano é a
paz que organizamos pretende ser mais do que um convívio entre as artes e as  pessoas. Pretende ser um apelo a paz, solidariedade, amor em todos os lugares, em todos os momentos, com todas as pessoas e entes que nos  rodeiam, os visíveis e os invisíveis. 
A inércia também violenta os outros, nos inquieta, traz aquilo que vemos a olhos  cruz para as nossas casas, para as nossas vidas. Não passemos ao lado de situações que pudemos evitar, mudar. Muitas vezes com um simples toque dos dedos, com uma palavra, com um gesto. Não podemos pretender do mundo, aquilo que não fazemos por ele. A mudança começa por dentro, em cada um de nós. 
Cada ser humano é responsável pelo que o rodeia, se queremos a paz e o amor no mundo, ela deve partir de dentro. Começa consigo. Começa connosco. 
Tu és a mudança que pretendes ver no mundo. (Ghandi) “o mundo é o reflexo das nossas atitudes”(Tânia Tomé) O que podemos fazer para que ela cresça mais? A arvore do conhecimento, da ternura, da paz, do amor? Semeá-la? Onde existe essa semente tão valiosa e escassa?
A dignidade, a paz, a solidariedade são dos princípios e direitos mais importantes do ser humano, ter direito a ser respeitado, a ter condições de vida, a ter oportunidade, a dignidade, a liberdade, de estar tranquilo consigo mesmo e com o mundo, ter oportunidade de usufruir de todos direitos, só poderá acontecer se estiver em paz consigo e com o mundo. E só assim poderemos ter mais paz e amor no mundo que ansiamos.
Pratique o amor ao próximo, a paz, a solidariedade e receba-a espalhe-a pelo seu coração, partilhe com os outros, espalhe pelos seus amigos, pelos que o rodeiam, por Moçambique, pelo mundo.
Vamos construir um melhor mundo em nós, para nós, para o mundo. Começa            Consigo.

A PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO 
Tânia Tomé                                                         Maputo, 11 de Abril 2011 Festival 
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publicado por Revista Literatas às 09:09 | link | comentar

LITERATAS: Poesiando a literatura!

Nota do Editor: Eduardo Quive


Poético!
É facto que somos já lavradores da palavra, não no verdadeiro sentido, mas na lírica forma contemporânea de “Dizer, Fazer e Sentir a Literatura” com um intenso contributo do Movimento Literário Kuphaluxa em abrir este espaço onde os novatos convergem a sua criação.
Lembro-me do Msaho, na autêntica criação de Gulamo Khan e Raul Alves Calane da Silva, duas figuras que impulsionaram este grande espaço de revelação da palavra, a poesia que fazia dançar um público que se aglomerava no correcto do Tuduro, ali onde até hoje o público se encontra a lembrar as marcas deixadas por estes dois.
Infelizmente, Gulamo Khan, morera na tragédia que levou o primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel e Calane da Silva, ainda vive connosco. Vive com e para a palavra. Ainda continua impulsionando, motivando e inspirando a juventude. O Kuphaluxa é o exemplo disso e a Revista Literatas é mais uma inspiração do Msaho do modo mais amplo de abrangência.
A nossa meta é o além. O além da poesia, o além da prosa, o além de todas as palavras, a literatura na sua maior expressão, com espaço principalmente para os novatos e para um inter conexão entre escrevedores e líricos desde aos mais jovens da literatura moçambicana, até aos mais nobres da lusofonia!
Agora somos uma comunidade de divulgação da literatura do mais poético modo de expressão. Somos uma página aberta para todos que querem entrar e somos um conjunto de mais de 3000 leitores, o que nos faz acreditar que somos literatos!
Quadro ilustrativo de visitas por país desde a nossa criação em Janeiro deste ano:

Moçambique
1 269
Brasil
618
Estados Unidos
270
Rússia
187
Portugal
79
Japão
39
Itália
37
Reino Unido
36
Coreia do Sul
29
Alemanha
28
A Revista Literatas, é “Dizer, Fazer e Sentir a Literatura. É poetizar a Literatura. Um espaço onde não se tem limites para a arte de escrita. Um lugar onde a Lua não alcança. Um espaço onde desde os poetas até aos contistas dos tempos de hoje se realizam e isto, devido ao empenho de cada um dos nossos colaboradores.
Já agora, não posso terminar este artigo que se pode chamar de editorial ou mesmo um conjunto de palavras de exaltação, que apesar de serem escritas pelo editor, resultam de vários comentários que temos recebido, desde Maputo até para além do continente negro, sem mencionar os países de que nos vem colaborações como: Brasil, Portugal, e com a presença da província do centro de Moçambique, Tete, para além de várias colaborações dentro de Maputo que nos fazem grandes, mesmo pequenos!
Outro assunto não menos importante de falar neste texto, é sobre a realização da IIª Feira do Livro de Maputo, uma evento onde se celebrou a palavra entre os dias 29 e 30 de Abril e 01 de Maio.
Curiosamente, dentre várias pessoas que visitaram o evento, vi músicos!
É verdade Roberto Chitsondso, Moreira Chonguiça, José Mucavele estavam lá! E outros músicos também. Esta foi uma particularidade que muito mostrou a diferença no que diz respeito a importância do livro, este que não só foi feito para literatas.
Outro facto não menos importante, foi o espaço dado aos novos autores, isto é autores emergentes como o caso dos integrantes do Movimento Literário Kuphaluxa, que foi o primeiro grupo em palco da feira para homenagear Malangatana Valente Ngwenha, artista de todas as artes, pintor-mor.
A homenagem ao poeta entre os poetas. O autor da Duas quadras para Rosa Xikwachula. O poeta vagabundo! Um exemplo de homem que viveu apenas da palavra, aos 5 de Fevereiro deste ano, Amim Nordine.

De facto esta edição, que é a segunda, da Feira do Livro de Maputo, foi para “Dizer, Fazer e Sentir a Literatura” e quanto a nós, o Grupo Culturando teve uma visão única ao decidir levar a vante esta iniciativa e está de parabéns a Naturalmente, a quem coube a produção deste evento. Nota 10.



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publicado por Revista Literatas às 07:52 | link | comentar

Festa da palavra na IIª Feira do Livro de Maputo

De: Eduardo Quive - Maputo

Exposição da palavra em livros, teve lugar no final de semana passada, no Jardim do Parque dos Continuadores em Maputo (FEIMA), aquando da realização da IIª edição da Grande Feira do Livro de Maputo (IIª GFLM). A poesia, música, danças, palestras e assinaturas de autógrafos, oficinas literárias, e livros fizeram o composto do evento.

Durante três dias de Feira do Livro de Maputo, a palavra foi exposta ao mais alto nível, consolidando objectivos diversos como a divulgação da literatura e do livro em geral, tendo igualmente, se homenageado aos poetas Amin Nordine e Malangatana Valente Nguenha.
Num ambiente em que 27 expositores, entre editoras, livrarias, produtores independentes, Centros Culturais e Embaixadas, estavam presentes, o público teve oportunidade de beber do melhor que existe na industria bibliográfica, não apenas moçambicana, mas também de outros países e continentes.
Foram lançados 14 livros, acompanhado de conversas e sessões de autógrafos com os autores João Paulo Borges Coelho, Calane da Silva, Mia Couto, Marcelino Dingano, Lina Magaia, Ungulani Ba Ka Khosa, Carlos Serra, Hipólito Sengulane, Jafete Matsimbe, entre outros.
No acto de abertura, o edil de Maputo, David Simango, disse que o livro é um objecto precioso para a busca de conhecimentos e desenvolvimento, daí a junção do Conselho Municipal de Maputo à iniciativa, brindando os munícipes com esta especial ocasião.
“O livro é pão de espírito, que precisamos para alimentar o saber e a partir deste, buscamos a ciência e preservamos a cultura dos povos.” Poetizou Simango.
Aliás, poético, foi também o discurso do ministro da Cultura, Armando Artur, homem que lamentou o facto de estar no evento como político, pois, a poesia, a literatura e o livro, são os verdadeiros alimentos da sua alma.
Armando Artur, disse que é momento de se fazer do livro, um instrumento fundamental para se alcançar o desenvolvimento e “um instrumento libertador da inteligência humana que liberta, igualmente, o povo da ignorância e da inculturidade”.
“O governo está ciente da importância deste bem, por isso que já foi aprovado pelo Conselho de Ministros a política do livro, tendo igualmente sido submetido a apreciação da AR tudo na perspectiva de se preservar o devido valor, tanto dos autores, como das obras “ concluiu.
A IIª Grande Feira do Livro de Maputo é uma iniciativa conjunta do Conselho Municipal de Maputo e do grupo Culturando, movimento constituído pelos Centros Culturais e missões diplomáticas em Moçambique, concretamente pelo Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), pelo Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), pelo Instituto Camões em Maputo, pelo Instituto Cultural Moçambique-Alemanhã (ICMA), e pelas Embaixadas da Bélgica, Espanha e Itália, numa parceria que inclui também a FEIMA e o Instituto Nacional do Livro e do Disco (INLD).
Representantes das missões diplomáticas parceiras da Feira do Livro de Maputo
A IIª GFLM tem como principais objectivos comemorar o Dia Mundial do Livro, promover o gosto pela leitura e estimular e facilitar o acesso à aquisição de livros a preços promocionais.
A animação cultural, foi mais um atractivo da Feira do Livro de Maputo, com os contadores de estórias, Rogério Manjate, Rafo Dias do Peru, declamadores de poesia, do Movimento Literário Kupaluxa, a quem coube abertura do evento e Poetas do ICMA, monólogos com as actriz portuguesa Filipa Casimiro e a moçambicana Maria Atália Cumbane e oficinas infanto-juvenis com a animadora portuguesa Tânia Silva.
publicado por Revista Literatas às 04:38 | link | comentar

Armando Artur: "Moçambique é uma nação de poetas, escritores, gráficos, impressores e livreiros, músicos e compositores"

Palavras do Ministro da Cultura de Moçambique, Armando Artur, na Feira do Livro de Maputo 2011

É com profunda satisfação e emoção que tenho a honra de m dirigir a todos aqui presentes, nesta secção que marca o início da feira do livro. Uma feira alusiva a comemoração do dia internacional do livro e do Direito de autor, organizada, conjuntamente, por instituição pública e privadas, entre livreiros produtores independentes, centros culturais e embaixadas baseadas na Cidade de Maputo, em parceria com o Concelho Executivo da Cidade de Maputo.

Gostaria, antes de mais, endereçar as minhas cordiais saudações a todos participantes desta sessão solene que marca a abertura dessa grande Feira do Livro de Maputo.
Uma saudação especial vai para o organizadores que pela segunda vez, e com empenho e dedicação, souberam proporcional aos municípios desta nossa cidade eventos desta nobreza, contribuído assim para que o livro seja um objecto acessível, quotidiano e indispensável na vida dos cidadãos.

Em segundo lugar, quero negociar o meu regozijo e profundo reconhecimento pela adesão de todos os convidados internacionais a esta grande Feira do Livro de Maputo. Este facto testemunha a grande importância que colectivamente damos ao livro, como instrumento imprescindível para o desenvolvimento. Como instrumentos. Bem-hajam todos e aí vão as minhas boas-vindas.

A realização desta Feira constitui uma iniciativa que visa contribuir na promoção da cultura e do conhecimento no país, na valorização e consolidação da nossa identidade e na criação artística; e vem comemorar o dia internacional do Livro e do direito do autor, assinalado a 23 de Abril corrente.

Importa também referir que esta feira acontece num ano muito especial: Ano Samora Machel, instituído em homenagem ao presidente ao Primeiro Presidente de Moçambique independente, e estadista que lançou e liderou um dos grandes desafios na construção da prática moçambicana; a redução dos índices do analfabetismo no nosso país. Por isso, o Presidente Samora Machel ensinou-se a fazer do livro um instrumento fundamental para vencermos o subdesenvolvimento.

Este evento não só proporciona aos estudantes, docentes, intelectuais, investigadores, políticos e aos citadinos em geral, uma oportunidade de acesso à literatura de interesse, desde o livro de leitura sortida aos de carácter académico. Como constitui, uma oportunidade para a troca de experiência sobre as melhores formas e estratégia de tornar o livro um instrumento libertador de inteligência humana; Um instrumento de libertação dos moçambicanos das garras da ignorância, da incultura e, também, da pobreza.


Comemorou-se a 23 de Abril de2011, o 15º. Aniversário da declaração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de autor. O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor é comemorado, por decisão da UNESCO, desde 1996, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura escolhida para a honrar a velha tradição da Catalunha segundo a qual, nesse dia, os cavalheiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e, em troca, recebem um Livro. Em simultâneo, é prestada homenagem a obras de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos no mesmo dia, em 1616. Assim, aquela tradição justifica que a partilha de livros e flores seja símbolos de prolongamento de uma longa cadeia de alegria e cultura, do saber e da paixão.

A UNESCO, ao declarar esta data, pretendeu potenciar o papel de vanguarda que o livro tem, enquanto um instrumento de formação humana e de erradicação do “analfabetismo funcional”, conceito adaptado por aquele órgão em 1978 e designa aqueles pessoas cujos conhecimentos não lhes permitem uma actuação eficaz no seu grupo, nem podem aplicá-los com fins claros e nem em contextos precisos.


Moçambique é uma nação de poetas, escritores, gráficos, impressores e livreiros, músicos e compositores. Todos têm empreendido esforços na revolução da cultura e a construção de desenvolvimento da nossa moçambicanidade.
Assim com a realização desta feira, está, mais uma vez, aberta uma oportunidade para, o conjunto, repensamos um novo paradigma de valores e conhecimentos profundos, desenvolver o nosso quadro legal para apoiarmos os nossos criadores e inventores, sem constrangimentos. É nosso desejo que com esta Feira, Moçambique passe, doravante, a entrar na rota regional e internacional de Feira s do Livro, de modo a que a nossa produção intelectual seja compartilhada, É igualmente importante que os nossos editores e livreiros estabeleçam laços de cooperação com editores e livreiros da região austral, de modo que as limitações linguísticas não constituem barreiras intransponível à fruição da leitura e do conhecimento. É por todas estas razões atrás arroladas que o Ministério da Cultura está a terminar a proposta da Política do Livro será o verdadeiro instrumento catalisador destes desideratos.
Façamos do livro, da música, do teatro, da dança, das artes plásticas, artesanato, fotografia, cinema, e vídeo, verdadeiros instrumentos de cooperação ao nível da SADC e do mundo.

A camada infanto-jovenil, endereço uma palavra de encorajamento; “o livro, seja de representação gráfica ou digitalizada, antecipa e consolida o nosso conhecimento, as nossas ideias, as nossas convicções e as nossas inquietações. Mesmo no mais irremediável isolamento, a leitura faz com que não nos sintamos sozinhos, preenchendo e animando a nossa solidão. De facto com o livro faz-se a música, o teatro, a dança, as artes plásticas, o artesanato, a fotografia, e cinema e o vídeo, a poesia, entre outros. Por isso, “ É fundamental que os pais e encarregados de educação semeiam o hábito de leitura nas nossas crianças e jovens. É importante que a cada aniversário dos nossos filhos e não só cultivemos o habito de oferecer, como prenda, um livro. É com estes gestos que construímos o edifício do conhecimento.     

Permitam-me terminar esta minha intervenção, reiterando a minha saudação ao Conselho Municipal da cidade de Maputo que, com um raro sentido de oportunidade, soube dar guarida a esta lovável iniciativa do Grupo Culturando. Ao disponibilizar este belo espaço da FEIMA, o Conselho Municipal deu um sinal positivo à perenidade desta iniciativa. De ora em diante, a Feira do Livro da Cidade de Maputo terá a dignidade que bem merece.
publicado por Revista Literatas às 04:24 | link | comentar

Amar. Possuir.

De: Sutra 

Não posso.
Mas se eu quero e tu queres, porquê privar-nos do que desejamos?
Não sabes? 
Não penses naquilo que vês. Sente apenas. Fecha os olhos. Crava os dedos no peito. Sentes o que bate? É a ansiedade daquilo que desejas.
Achas que isto é a paixão?
É a tua emoção. É o abraço de dois amantes. O calor do beijo e o pensamento de comunhão entre dois seres. Que se querem. Usufruem. Apaixonam?
Mas isso é amor.
Será? Porque não ser antes o desejo insano de posse? De querer fazer. Ter. Agarrar. Entrar no corpo um do outro e possuir até ao mais profundo e íntimo fôlego.
Possuir é crispar a liberdade. É trancar sentimentos. Fazê-los sangrar. Não é amar.
Como podes tu definir o que é amar se não amas? Se aquilo que queres, somente desejas. Atrai-te como a luz, ou não fosses mera borboleta que busca, no bater de asas, olhar de cima tudo o que pode abarcar. Mas dizes que não podes. Como se pudesses definir a fronteira dos teus actos. Sentimentos estanques?
Não sei se amo. Como posso saber, se não sei definir o que é amar? E tu sabes?
Sinto. Isso basta-me. Não sei quando comecei a sentir, quando começou este bater acelerado no simples resvalar do teu olhar. Mas não aprisiono emoções. Mesmo sem as compreender não me interessa o quanto possam invadir. Ou ferir.
Não posso. Se não sei amar. Só querer. Desejar. Não dizes que apenas sei ter?
Sabes querer e saber ter. Porque insistes que não podes se este pode ser o nosso segredo? Porque precisa o mundo de saber de algo que apenas a nós diz respeito?
Gosto de ti assim. À distância dos poucos espaços de tempo. De encontros escorregadios num quarto normalmente desabitado no centro de Lisboa. Não quero que o mundo saiba de ti. 
Nem precisa. Mas esse é o teu acto revelador de posse. Aquela que negas como fazendo parte do amor.
Quem ama não possui. 
E tu sabes o que é o amor, afinal?
Sei. Por isso não quero possuir-te por inteiro. Apenas sentir-te. Ter-te hoje. Amanhã. Sempre que a vontade se imponha. Mas não te quero perto o suficiente para te sentir meu. Só assim concebo amar-te. 
Amas-me, então.
Amo. Porque não te possuo.
___________________________________
Artigo extraído da site www.contossecretos.com



publicado por Revista Literatas às 04:18 | link | comentar

Loucoesia

De: Neusa Verónica - Maputo

Vocês são loucos
Loucos por algo que também me enlouquece
E ao meu coração aquece
Por uma arte simples e complicada
Simples que nada transforma em complicado
E complicada que tudo transforma em simples

Loucos
Porque é loucura ser louco
E é louca esta loucura
Esta combinação de palavras
Palavras combinadas em versos
Versos que fazem estrofes
E estrofes que formam um só poema

Loucos
Pela magia da vida
Pela vida mágica
Onde a magia sem vida não é mágica
E a mágica sem vida não é magia

Sou louca
Com um louco poema
Com um poema louco
Que me faz atingir a loucura
Loucura que é vida, que é amor
Que é ser pessoa hoje e amanhã

Vocês estão loucos
Loucos pelo bom da loucura
E o bom da loucura é a Poesia
Esta arte louca de ser cada dia mais louco
Louco lúcido naquilo que escreve para si
E faz ser poesia para todos

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publicado por Revista Literatas às 04:08 | link | comentar

Orgia de palavras

De: Khyra Wakiria – Maputo

Tudo começou quando um punhado de palavras juntaram-se...e deram lugar a palavra prazer
Algo que desconheço embora reconheça seu efeito em mim,
Ainda me lembro do fogo que me consumia e fazia-me trepar por entre as frases que escondia no meu silêncio.
Calava a vontade que tinha de deixar-me levar pela sede da paixão que temia em guiar-me.
O desejo de deliciar-me e apropriar-me de algo que me estava a sufocar, queria ter tudo que me fizesse sentir prazer,
O mesmo prazer que me fazia vibrar e gemer enquanto escrevia minhas lembranças.
Enlouquecida gritava a dor dos sentimentos esquecidos e das loucuras por nós vividas, tive medo pela primeira vez. Pois ia entregar-me...
Dar por terminada a caça as palavras, começou a orgia das palavras...e lá estava eu em meio as letras desfrutando do prazer da escrita.
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publicado por Revista Literatas às 04:04 | link | comentar

Obrigado a Poesia

De: Mauro Brito – Maputo

Deixei de ser eu, hoje sou um louco
Enlouqueci-me de palavras, perdi-me no mar de palavras
Não quero voltar a ser como era, quero ser um perdido de versos
Nessa vida de nhamssoro pressagiando com palavras

Na terra da poesia, há remédios para tudo
Há maravilhas por todos cantos
Na poesia não sou apenas eu, sou outros
Como makhulu curando feridas da vida

Na poesia vivo vida de outros, minuto ao minuto
Viajo por estradas e linhas-férreas
Vou por todos mundos e culturas
Rasgando todos véus que vestem nossas vidas

Poesiando sou aquele que não tem lugar
Sem conhecimento, resolvo todas equações possíveis
Quero ser essa palavra que te faz ser poesia
Cortina cobrindo minhas melancolias
Esse mar de ser muitos seres, vivos ou mortos
Pelo menos em ti encontro silêncio que e música
Água nascente do Lúrio, banhando meus devaneios
Aqui palavras são infinitas, não se medem a régua
Desculpe que com palavras não venço o que és
Palavras invadem-me e transformam-se em alegria

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publicado por Revista Literatas às 04:02 | link | comentar | ver comentários (1)

A Revista Literatas

é um projeto:

 

Associação Movimento Literário Kuphaluxa

 

Dizer, fazer e sentir 

a Literatura

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