Um dia quero que me chamem de louco...


De Francisco Júnior – Maputo

 
Um demente sem cura.
Um louco que grita impropérios
e palavras obscenas a toda gente.

Nesse dia por ser louco
não saberei dizer obrigado,
talvez atirar-vos-ei uma pedra.

Mas antes de perder a lucidez
quero vos dizer
que nessa sociedade pacata
cheia de intelectuais sem intelectualismo
ser louco.
ser demente
ser o que sei lá mais renegado pelos conscientes,
e uma dadiva.
publicado por Revista Literatas às 04:22 | link | comentar